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Saudações da luz, queridas águias!

Nesta primeira aula, conversamos sobre o texto do tibetano Djwhal Khul do livro "Cartas sobre Meditação Ocultista", que segue logo abaixo para uma leitura prévia.
Caso tenham dúvidas, podem postar a seguir para que possamos conversar mais sobre este assunto.
Se quiser participar das aulas, o nosso grupo de Estudos é o PTL - Portal dos Trabalhadores da Luz, que você pode acessar através deste endereço: https://www.facebook.com/groups/portaldostrabalhadoresdaluz

Em amor e luz,
Shima.
Namastê.
Gratidão ao Pai e à Mãe!

Perigos dos Irmãos Negros

Penso já haver dado praticamente tudo que, por enquanto, poderia revelar a respeito dos Irmãos das Trevas, como são, às vezes chamados. Desejo apenas dar ênfase, a esta altura, ao fato de que nenhum perigo deve ser temido, pelo estudante comum, dessa fonte.

É somente quando se se aproxima do discipulado e um homem sobressai adiante de seus companheiros como um instrumento da Irmandade Branca, que ele atrai a atenção daqueles que procuram se opor.

Quando, através da aplicação da meditação, do poder e da atividade no serviço, um homem desenvolveu seus veículos até um ponto de verdadeira realização, então suas vibrações põem em movimento matéria de uma qualidade específica, e ele aprende a trabalhar com aquela matéria, a manipular os fluídos e a controlar os construtores.

Ao fazer isso, ele se intromete no domínio daqueles que trabalham com as forças da involução e, assim, poderá provocar um ataque sobre si. Esse ataque poderá ser dirigido contra qualquer dos seus três veículos e pode ser de diferentes espécies.

Mostrarei brevemente alguns dos métodos empregados contra um discípulo, que são aqueles que, sozinhos, dizem respeito ao estudante destas cartas:

a) Ataque definido ao corpo físico – Todos os meios são empregados para impedir a utilidade do discípulo, através da doença ou da mutilação do seu corpo físico. Nem todos os acidentes são resultado do carma, pois o discípulo terá geralmente superado uma grande quantidade daquele tipo de carma e está, assim, comparativamente livre dessa fonte de impedimento no trabalho ativo.

b) A fascinação – É outro método usado, ou o lançamento, por sobre o discípulo, de uma nuvem de matéria emocional ou mental suficiente para esconder o real e para obscurecer, temporariamente, o que é verdadeiro.

O estudo dos casos onde a fascinação tenha sido empregada é sumamente revelador e demonstra quão difícil é, até mesmo para os discípulos mais adiantados, sempre discriminar entre o real e o falso, o verdadeiro e o não verdadeiro.

A fascinação pode ser tanto no nível emocional como no mental, mas é geralmente no primeiro. Uma forma usada é lançar no discípulo as sombras do pensamento de fraqueza, ou desencorajamento, ou crítica, as quais ele pode, a intervalos, dar ouvidos.

Assim arremessadas, elas surgem em proporção exagerada e o discípulo desprevenido, sem perceber que está vendo apenas o contorno gigantesco de seus próprios pensamentos momentâneos e passageiros, dá ouvidos ao desencorajamento, admite mesmo o desespero e se torna de pouca valia para os Grandes Seres.

Uma outra forma é jogar, na sua aura mental, sugestões e idéias, fazendo supor virem do seu próprio Mestre, mas que são sugestões sutis que obstaculizam e não ajudam.

Um discípulo prudente sempre discrimina entre a voz do seu verdadeiro Instrutor e os falsos sussurros de um disfarce, e até mesmo altos iniciados foram temporariamente enganados.

Muitos e sutis são os meios usados para iludir e restringir, desse modo, o rendimento efetivo do trabalhador no campo do mundo. Sabiamente, por isso, tem sido prescrito a todos os aspirantes estudarem e trabalharem pelo desenvolvimento de 'viveka', ou aquela discriminação que salvaguarda da decepção.

Se essa qualidade for laboriosamente construída e cultivada em todos os acontecimentos, pequenos e grandes, na vida diária, os riscos de ser desencaminhado serão anulados.

c) Um terceiro método frequentemente empregado é envolver o discípulo numa densa nuvem de trevas, cercá-lo com uma noite impenetrável e cerração, nas quais ele tropeça e, muitas vezes, cai.

Pode tomar a forma de uma escura nuvem de matéria emocional, de alguma obscura emoção que parece pôr em perigo toda vibração estável e mergulhe o desnorteado estudante num negro desespero; ele sente que tudo está se afastando dele; ele é presa de variadas e sombrias emoções; ele se imagina abandonado de todos; considera fútil todo esforço passado e nada resta senão morrer.

Nessas ocasiões ele precisa muito do dom da viveka, e de ponderar seriamente e, calmamente, julgar o assunto. Deverá lembrar-se, nessas ocasiões, de que a treva não esconde nada do Deus Interior, e de que o estável dentro da consciência permanece lá, sem ser atingido por coisa alguma que possa suceder.

Deve perseverar até o fim – o fim de quê? O fim da nuvem envolvente, o ponto onde ele mesmo emergirá à luz do Sol; ele deverá atravessá-la em direção à luz do dia, conscientizando-se de que nada, em tempo algum, pode atingir e ferir a consciência interna. Deus está no interior, não importa o que se passe fora.

Estamos bastante aptos a nos ocuparmos com as circunstâncias ambientais, sejam físicas, astrais ou mentais, e a esquecer que o recôndito centro do coração esconde nossos pontos de contato com o Logos Universal.

d) Finalmente (pois não posso abordar todos os métodos usados), o meio empregado pode ser o de lançar um obscurecimento mental sobre o discípulo.

A treva pode ser intelectual e é, consequentemente, mais difícil de penetrar, uma vez que, neste caso, o poder do Ego precisa ser convocado, enquanto que no anterior, frequentemente, o calmo julgamento da mente inferior pode bastar para dissipar a perturbação.

Aqui, neste caso específico, o discípulo será sábio se, em vez de apenas tentar chamar seu Ego ou Eu Superior para a dissipação da nuvem, invocar também seu Instrutor, ou mesmo seu Mestre, para a assistência que eles podem dar.

Há somente uns poucos perigos rodeando o aspirante, e aludo a eles unicamente com o propósito de aviso e orientação, não para alarmar. Podeis aqui interpolar a carta anterior com as regras que lá dou, para auxílio do discípulo.

A Fraternidade Negra


Procuro falar-vos, hoje, dos poderes da Fraternidade Negra. 
Certas leis que governam suas ações, certos métodos por eles empregados no trabalho precisam ser compreendidos, e certos métodos de proteção, apreendidos e utilizados.

Como vos disse antes, o perigo passa ainda despercebido da maioria mas, à medida que o tempo passa, mais e mais sentiremos a necessidade de ensinar-vos, trabalhadores do plano físico, a vos protegerdes e vos defenderdes dos ataques.

Os Irmãos Negros – lembrai-vos sempre disso – são irmãos, transviados e extraviados, mas ainda filhos daquele único Pai, apesar de perdendo-se longe, bem longe, a grandes distâncias.

O caminho de volta será longo para eles, mas a misericórdia da evolução força-os, inevitavelmente, ao caminho do retorno, em ciclos bem distantes.

Qualquer um que superestime a mente concreta e permita que ela, continuamente, impeça a entrada do superior, está em perigo de se extraviar no caminho da esquerda.

Muitos assim se extraviam.. mas voltam e, então, no futuro, evitam cometer os mesmos erros, da mesma maneira que uma criança evita o fogo depois de se ter queimado.

Quem finalmente se torna um irmão das trevas é o homem que, apesar das admoestações e da dor, persiste. Energicamente luta o Ego, a princípio, para impedir que a personalidade se desenvolva desse modo, mas as deficiências do corpo causal (não vos esqueçais que nossos vícios são nossas virtudes mal usadas) dão como resultado um corpo causal desequilibrado, superdesenvolvido em alguma direção e cheio de abismos e hiatos onde deveriam estar as virtudes.

O irmão negro não reconhece nenhuma unidade com seus semelhantes, vendo neles, apenas, pessoas a serem exploradas em proveito próprio. Essa é, em pequena escala, a marca daqueles que estão sendo usados por eles, com ou sem intenção.

Não respeitam ninguém, consideram todos os homens como belas presas, usam todos para conseguir forçar seu próprio caminho e, por bem ou por mal, procuram demolir toda oposição para adquirirem o que desejam para o seu eu pessoal.

O irmão negro não leva em consideração o sofrimento que possa causar; não lhe importa que desespero possa causar ao oponente; persiste em sua intenção e não desiste caso fira qualquer homem, mulher ou criança, contando que, no processo, seus fins sejam alcançados.

Não espereis nenhuma misericórdia dos oponentes da Fraternidade da Luz.
No plano físico e no plano emocional o irmão negro tem mais poder do que o irmão da Luz – não mais poder em si mesmo, mas mais poder aparente, porque os Irmãos Brancos procuram não exercer Seu poder nesses dois planos, como o fazem os Irmãos Negros.

Poderiam exercer Sua autoridade, mas preferem conter-se, trabalhando com as forças da evolução e não com os da involução. As forças elementais a serem encontradas nesses dois planos são manipuladas por dois fatores:

a) As forças inerentes à evolução, que dirigem todos a uma perfeição final. Os Adeptos Brancos cooperam nisso.

b) Os Irmãos Negros que, ocasionalmente, empregam essas forças elementais para imporem sua vontade e vingarem-se dos oponente. Sob seu controle trabalham, algumas vezes, os elementais do plano terrestre, os gnomos e a essência elemental, como encontradas na forma do mal, alguns duendes, as fadas de cor marrom, cinza e de sombrio-matiz.

Eles não podem controlar os devas de desenvolvimento superior, nem as fadas de cor azul, verde e amarelo, embora algumas poucas fadas vermelhas possam ser levadas a trabalhar sob sua direção.

Os elementais da água (embora não as sílfides) movimentam-se, às vezes, para ajudá-los e, no controle dessas forças da involução, eles, a intervalos, prejudicam o progresso do nosso trabalho.
Muito amiúde o Irmão Negro se disfarça como um agente da Luz, repetidas vezes ele se faz passar como um mensageiro dos deuses, mas para vossa certeza diria que quem age sob a orientação do Ego (Eu Superior) terá uma visão clara e escapará da decepção.

Atualmente seu poder é, muitas vezes, poderoso. Por quê? Porque muito existe, ainda, nas personalidades de todos os homens, que responde à sua vibração e, assim, lhes é fácil afetar os corpos dos homens.

Pouquíssimos das raças, comparativamente falando, já construíram a vibração superior que responde à nota-chave da Fraternidade da Luz, e se movimentam quase inteiramente nos dois níveis mais elevados (ou subplanos atômicos e subatômicos) dos planos mental, emocional e físico.

Percebereis que eu disse que o poder da Fraternidade Negra aparentemente domina nos planos físico e emocional. Não é assim no mental, que é o plano no qual trabalham os Irmãos da Luz.

Poderosos magos negros podem ser localizados nos níveis mentais inferiores, mas, no superior, a Loja Branca domina, sendo os três subplanos superiores os níveis que Eles pedem sejam buscados pelos filhos dos homens em evolução; é a Sua região, a qual todos devem procurar e aspirar.

O Irmão Negro imprime sua vontade nos seres humanos (se existe vibração análoga) e nos reinos elementais da involução. Os Irmãos da Luz intercedem como intercedeu o Homem das Aflições por uma humanidade extraviada, para elevá-la rumo à luz.

O Irmão Negro retarda o progresso e molda todos aos seus próprios fins.; o Irmão da Luz envida qualquer esforço para a aceleração da evolução e – renunciando a tudo oque poderia ser Seu como prêmio da realização – permanece em meio às nevoas, à luta, ao mal e ao ódio do período se, assim agindo, Ele puder, de todas as maneiras, ajudar alguns, e (elevando-o das trevas da terra) dirigir seus passos para o Monte e torná-los capazes de galgar a Cruz.

E agora, que métodos podem ser empregados para salvaguardar o trabalhador no campo do mundo? 

Que pode ser feito para assegurar sua segurança na presente luta e na luta maior dos séculos vindouros?


1 – Uma conscientização de que a pureza de todos os veículos é o primeiro fator essencial. Se um Irmão Negro ganhar controle sobre algum homem, isso apenas mostra que esse homem tem em sua vida algum ponto fraco.

A porta por onde a entrada é efetuada precisa ser aberta pelo próprio homem; a abertura por onde a força maligna pode ser infiltrada deve ser causada pelo ocupante dos veículos.

Daí a necessidade da limpeza escrupulosa do corpo físico, da pura emoção firme consentida no corpo emocional e da pureza de pensamento no corpo mental.

Quando isso é assim, a coordenação estará presente nos veículos inferiores e o Pensador interno não permitirá entrada alguma.

2 – A eliminação de todo temor. As forças da evolução vibram mais rapidamente do que as da involução e nesse fato jaz uma reconhecível segurança.

O temor causa fraqueza; a fraqueza causa desintegração; o ponto fraco se parte e uma brecha aparece e, através dessa brecha, a força do mal pode entrar. O fator da entrada é o temor do próprio homem que, assim, abre a porta.

3 – Uma posição firme e irremovível, não importa o que aconteça. Vossos pés podem estar mergulhados na lama da terra, mas vossa cabeça pode estar banhada na luz do Sol das regiões superiores.

O reconhecimento da imundície da terra não envolve contaminação.

4 – Um reconhecimento do uso do bom senso e a aplicação desse bom senso ao material à mão. Dormi bastante e, dormindo, aprendei a manter o corpo positivo; mantende-vos ocupados no plano emocional e alcançai a calma interior.

Nada façais para cansar demasiadamente o corpo físico e diverti-vos sempre que possível. Nas horas de relaxamento vem o ajustamento que evita a tensão posterior.”

Fonte: D.K. - Cartas sobre Meditação Ocultista, 4/8/1920 – págs 123/128.

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