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“Uma andorinha só... não faz verão!”



Ultimamente, os comentários pessoais que tenho ouvido relacionam-se aos nossos vínculos cármicos. Os questionamentos são naturais, justamente por ser um assunto ainda cercado por certo tabu. Embora o carma tenha a ver com destino, procuro esclarecer que a presente vida individual não é determinada por uma causa anterior e sim, por nossas próprias escolhas atuais.

A diferença é até sutil sobre um vínculo cármico e o karma em si....

Isto porque um vínculo neste nível pode influenciar e alterar totalmente a caminhada de uma alma humana em sua encarnação terrena, enquanto que o processo cármico pode ser mudado pelo próprio esforço individual. Agora, quando a questão envolve outra pessoa, vai depender dela, a mudança de rumo ou de postura diante da nova vida e neste novo relacionamento.

Ocorre que muitas vezes, aquilo que chamo de “contrato cármico” é uma situação complicada e acaba “amarrando” uma pessoa na outra de forma até passional. É quando um casal faz “juras de amor” em uma vida passada. Esse juramento tem que ser cumprido, mesmo que naquela vida anterior possa ter-se “enganado” ou se “iludido”, ou tenha sido feito com “chantagens emocionais” ou mesmo ter sido envolvido de forma “intencional” numa trama maquiavélica.

Na minha andança por esta longa estrada deparei com inúmeros casos – aqui no Brasil quanto lá no Japão – e confesso que não é fácil lidar com isso não. É complicadíssimo, senão dramático. As consequências têm sido desastrosos para muitos relacionamentos que poderiam dar certo, mas os danos acabam sendo irreparáveis e, levarão vidas até que sejam consertadas.

Em compensação, a minha alegria é ter participado de muitas uniões felizes que permanecem até os dias de hoje. São de velhos amigos que mesmo não acreditando, seguiram alguns dos meus conselhos e foram abençoados por “encontros mágicos”. Ao olhar as fotos dessas pessoas maravilhosas, vivendo momentos sublimes com filhos e até netos, as lágrimas escorrem por meu rosto.

Voltando ao ponto do “nó” que trava as novas relações, quando há o envolvimento de terceiros, em muitos destes casos existem um “cordão energético” – igual ao cordão umbilical – unindo duas pessoas que se comprometeram a ficar juntos “para sempre”. E nesta vida atual encontrou outra pessoa – neste caso, a ligação aqui é da Mônada – onde o sentimento de felicidade é plena e completa. Essa é a “eterna” busca dos seres de sexo opostos: encontrar a sua “alma gêmea”!

Acontece, porém, que um juramento tem que ser cumprido até que este acordo seja rompido. É como a formação de uma empresa, os sócios se comprometem a formalizar uma sociedade através de um contrato. Quando rompem esta sociedade, tem que desfazer o contrato, caso contrário a empresa permanece ativa. Então é necessário que tudo seja feito de pleno acordo. Se houver discórdia e conflito, isto pode gerar uma disputa judicial. No contrato cármico, o ajuste deve ser feito nem que seja na outra encarnação.

Há vários casos curiosos. Uma delas sempre me chamou a atenção, porque se refere ao fim trágico – passional -, quando um dos cônjuges termina a relação através do assassinato. Este ato desencadeia um ajuste cármico severo. Voluntariamente ou não após a passagem pelo mundo espiritual, o algoz retorna com a missão de devolver a vida à vítima. Mesmo que tenha sido do sexo masculino, vai voltar num corpo feminino como a futura genitora daquela pessoa que uma vez, foi sua própria esposa. Esta ligação numa vida futura é complexa, por existir a ligação afetiva gravada em sua memória inconsciente.

A observância de caráter, comportamento, atitudes e tendências demonstram este tipo de relacionamento. Um sentimento de medo e pânico costuma marcar profundamente este tipo de convivência. Um lado sempre será o dominante. A quebra deste “elo de ligação” é dificultado pelo desejo de posse, que muitas vezes é confundido como “ciúmes”, o que não é o caso. A confusão gera um estado de desequilíbrio e pode causar o afloramento da tendência “natural” embutida no subconsciente de cada uma dos personagens envolvidos na trama.

Há também outra questão que envolve os relacionamentos entre dois seres... a magia negra. Mas isto será tema para o próximo artigo...

Por enquanto ficamos aqui... o artigo anterior “Falando de Amor...”, faz parte deste conjunto de textos que estou escrevendo sobre o Amor e a Relação a dois. A princípio, pretendo postar apenas as situações... no final deste trabalho estarei revelando uma série de eventos e causas que ocasionam os dramas que movimentam esta grande “novela” chamada... vida!

Paz!
Shima
(28.08.2012)

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