0


“Não há como prosseguir numa relação quando se perde o encanto, como se uma taça de cristal tivesse quebrado. Mas, pode-se reconstruir uma relação quando o respeito mútuo ainda permanece intocável!”

Compartilhar o amor...

É assim que penso sobre uma relação a dois... compartilhar!

Ao observarmos uma floresta percebemos que as árvores não nascem juntas – grudadas umas nas outras -, mas que suas sementes brotam espalhadas pelo chão e crescem separadas até que seus galhos e folhas comecem a se tocar, numa troca de carícias. A individualidade de cada árvore é magnifica quando compreende a força da união.

A humanidade é composta por seres masculinos e femininos. A união destas almas neste plano terreno é o alicerce da grande família humana, cuja finalidade é a formação da sociedade onde a convivência se estabelece e se forma uma civilização que marca o ponto evolutivo da raça humana. A civilização é a floresta que buscamos como um refúgio e um campo para usufruirmos o bem estar social.

Ao falar sobre “compartilhar”, é o mesmo que conviver nesta floresta dividindo um espaço sem perder a individualidade do “ser”. Não importa o grau em que “estamos” e nem o gênero que assumimos ao “vestirmos” um corpo carnal. É importante sim a qualidade como nos relacionamos como almas peregrinas entre nós. Principalmente quando esta relação é entre seres de sexos opostos.

Gosto muito de falar sobre relacionamentos porque isto envolve o aspecto básico do nosso aprendizado terreno. As sensações são mais profundas além de complexas. Duas almas ao se defrontarem para uma experiência humana em lados opostos da sua natureza cósmica, criam uma infinidade de aspectos a serem desenvolvidos que é praticamente impossível completar suas lições em uma só existência.

Na minha caminhada encontrei vários especialistas em terapia familiar, conjugal e de outros níveis de relacionamentos. Aprendi muito com essas pessoas – médicos, psicólogos, psiquiatras e terapeutas – e uma amizade cordial foi construída entre nós. Numa época conflituosa, quando fui internado – ver as “Pedras no caminho” -, a desconfiança sobre o meu estado psicológico era a de “Transtorno Bipolar” e me aprofundei muito neste estudo.

Depois de mais de 3 anos, a conclusão foi de que não havia nada de errado comigo e recebi a “alta” médica e deixei de ser um paciente para me tornar também um especialista no assunto. Sobre isso, estarei narrando a minha experiência num novo trabalho que está sendo desenvolvido em “Uma peregrinação na Terra do Sol Nascente” que é na verdade um livro sobre a minha trajetória no Japão, onde tomei conhecimento sobre a “Síndrome do Dekassegui”.

Durante essas “aulas” desenvolvi um trabalho cujo título foi “Uma lição chamada... Vida!”, publicada em vários capítulos durante o ano de 2005 e 2006 que narrava o meu aprendizado no campo de relacionamentos. Foi nessa época também que aprendi a conhecer e a compreender a existência do “Efeito Espelho”, algo que desconhecia até então. A instrução da minha mentora espiritual sobre isso abriu um campo imenso nas minhas pesquisas sobre este assunto.

A ilusão em que fomos envolvidos ao longo da nossa vida é que acabou limitando a nossa capacidade de amar... que é uma atitude natural e espontânea, porque somos “filhos do Amor” e é da nossa natureza expressarmos esse sentimento. Nada além do aspecto Amor pode mover a vida neste planeta. Entender isso ocasiona uma mudança profunda e radical na vida de um ser... homem ou mulher!

Ao nos apaixonarmos por alguém, por incrível que pareça nos tornamos os maiores e melhores “vendedores” do mundo. Vendemos a nossa imagem.

Aí começa a ilusão do amor.

A maquiagem, o cabelo, a roupa, o sapato... os gestos, os sorrisos... a aparência!

A personalidade é o artífice e o criador... jamais a alma se deixa “enganar” e, muito menos... engana.

A confusão que gera conflito se estabelece quando a “máscara” cai.

Esta “ilusão” não dura mais que dois anos de convivência mútua. Não tem como manter uma aparência criada para iludir. O dia a dia e o “estar junto” é fatal, porque para manter um falso “status” é cansativo e desgastante. É dispendioso em termos de “energias”. Um dia a casa cai!

Quando digo que os olhos são as janelas da alma, há uma verdade por trás destas palavras. Também há uma revelação no sorriso. É a expressão da alma se manifestando.

O amor/paixão é um sentimento temporário. Dura apenas enquanto se mantém a ilusão. É como a palha que queima. Um dia vira cinzas.

O amor transcendental é o toque mágico da alma em seu relacionamento carnal. Isto pode ser eterno se a ilusão não prevalecer. A ilusão só se mantém enquanto o “apego” existir.

Compreender a espiritualidade que há nos “bastidores” dos relacionamentos humanos é encontrar a resposta para a plena felicidade entre casais de ambos os sexos. A harmonia é alcançada através do entendimento mútuo do propósito de uma relação a dois. Chamo isto de maturidade – espiritual e/ou intelectual -, pois nesta etapa há o entendimento através da experiência pessoal de cada um.

Este é o ponto onde o cume da montanha é alcançado. O êxtase é vivenciado, plena e serenamente. Ser feliz é um estado de retorno às suas origens. Não há cobranças e nem imposições. Não há domínio e nem submissão. O que existe é a compreensão do verdadeiro sentido da renúncia. Deixamos de estarmos “apegado” e nos tornamos livres. A metamorfose acontece. Neste instante alçamos o vôo das Águias!

Como as árvores da imensa floresta, aprendemos a conviver tanto nas suas sombras quanto no mar verde banhado pelos raios do Sol... e contemplamos a parceria como uma conquista... compartilhamos a cumplicidade de sermos únicos... e compartilhamos o sentimento de lealdade numa relação que busca na eternidade do ser... a comunhão com a nossa divindade!

(continua...)

Beijos no Coração!
Shima.

Postar um comentário

 
Top