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“Para ser feliz, deve-se primeiro aprender a conhecer-se interiormente, porque assim procedendo saberá valorizar aquilo que de mais sagrado existe na sua vida: o seu Amor! Depois disso, fica fácil expandir esse sentimento numa relação a dois conforme a sua luz interior cresça cada vez mais. Ser feliz é fazer o outro feliz!” (Shima)

Anos atrás comecei a receber novas instruções sobre a utilização da visão interior e nesse aprendizado logo percebi o “grande engano” em que vivemos aqui embaixo na terceira dimensão. Recebi orientações sobre como focalizar e direcionar esta visão de forma consciente e como interpretar os simbolismos por trás da Criação Divina.

A visão foi surpreendente ao ficar olhando os hologramas criados pela mente de cada ser encarnado neste plano físico. E o que movia cada ser dentro do seu próprio holograma era as suas emoções. A partir de um holograma, outros eram criados para cada situação ou momento específico. Acontecimentos, fases, situações, condicionamentos, compulsões... uma lista praticamente “infinita”.

Cada ser mergulhava nos seus hologramas, uns ficando mais tempo num, outros caminhando sempre, e muitos... “perdidos” dentro dos seus hologramas sem saber como encontrar a porta de saída. Caprichos, preguiça ou acomodação “prendiam” a maioria em suas “dores” e “sofrimentos”, causando uma espécie de prazer nessa “auto piedade”.

O apego ficou evidente em quase todos os hologramas e os laços afetivos eram marcantes e determinantes nos movimentos de cada ser. Os hologramas individuais interagiam com hologramas “maiores”... de familiares... parentes... amigos... trabalho... enfim, os relacionamentos interligavam todos os hologramas possíveis.

Era estar assistindo um “Matrix” da vida real... tal e qual, uma verdadeira ilusão!

Efeito Espelho


“Onde seus pensamentos te levam é onde estás! O que pensas... és!”


Considero estas frases uma máxima para o entendimento da nossa jornada terrena e suas implicações em nossos relacionamentos humanos. A psicologia e a psiquiatria estão num dilema nestes tempos atuais e se deparam com os “conflitos” existenciais de seus pacientes, quando estes os visitam para encontrar o “santo remédio” para seus males interiores.


A mente é que comanda o cérebro físico.


E a mente é o instrumento da consciência física em seu corpo mental. Através desse mecanismo os pensamentos fluem, ora dominado pelas emoções e outras conduzindo o lado emocional da vida do ser humano. O equilíbrio das emoções harmonizam os pensamentos e não é possível encontrar a paz interior se a parte emotiva, impulsiva ou compulsiva da personalidade predominar em todas as situações.


É importante que o lado racional possa interagir de forma equilibrada com o aspecto emotivo sem criar danos na sua sensibilidade, pois um aspecto na ausência do outro perde o sentido de viver neste mundo de sensações. A vida no plano físico é uma experiência maravilhosa quando se consegue caminhar através do discernimento.


Vamos falar então sobre o “efeito espelho” que tantos danos causam na vida das pessoas em todos os sentidos. Pode ser uma relação a dois (a mais comum), na família, entre amigos, no ambiente de trabalho ou em confusões generalizadas que ocasionam tristes desfechos.


Cada um de nós, ser humano, temos em nossa personalidade encarnada dois aspectos, um de natureza feminina e a outra, masculina – emoção e razão -, além de expressarmos a forma dual da nossa realidade terrena – o bem e o mau – em nossa vida cotidiana. Todas tem uma relação em comum: são os lados positivos e negativos da nossa energia emanada da própria essência original.


Entendendo isso, facilitamos a nossa vida cotidiana diante dos reveses a que estamos sendo constantemente “bombardeados” diariamente. Estamos sob a influência direta da “malha energética” que cobre a superfície do nosso planeta. Temos uma atmosfera impregnada por bons/maus pensamentos como também por emoções que “contaminam” o ambiente no qual estamos inseridos como almas humanas.


Sem esquecer que também somos uma continuidade de vidas passadas, onde a nossa personalidade teve suas encarnações sucessivas para o aprendizado terreno. Em alguns casos, essa personalidade pode ter feito “contratos” com o lado negativo por alguma razão pessoal. E todo o contrato não rompido permanece válido enquanto não for cancelado por uma das partes contratantes.


Como na vida material, todo o contrato que se rompe contém em suas cláusulas uma indenização em favor de outra parte. Assim é também na vida espiritual dentro dos limites do plano astral, onde a atuação dos seres trevosos é mais intensa e abrangente, pois é com eles que a maioria das personalidades fazem seus acordos com a intenção de obter algum “benefício” pessoal.


Essa indenização costuma ser “impagável” porque a maioria das pessoas não consegue suportar a “carga” emocional que é gerada em consequência do preço a pagar. A perda, tanto no aspecto afetivo ou no campo profissional é a mais comum que está contida no “contrato”. Quando a personalidade alcança o “fundo do poço”, joga a toalha e volta a refazer o contrato. A “dívida cármica” é muitas vezes dramática.


Voltando ao ponto sobre o “efeito espelho”, basta somar todos estes pontos e buscar suas ligações em cada caso particular ou pessoal, e o conflito de relacionamentos fica mais claro à luz da compreensão das causas que podem estar gerando estes “distúrbios” interiores e externos nos contatos físicos com outras pessoas.


Um dos aspectos mais marcantes sobre os efeitos psicológicos e psíquicos destes conflitos são bem parecidos àqueles que quando olhamos no espelho, vemos refletida uma imagem “oposta” à nossa. Foi baseado nesta observação que acabei chamando esta “distorção” que ocorre numa discussão ou num conflito existencial de “efeito espelho”.


Funciona basicamente assim.


Carregamos em nosso inconsciente informações “subliminares” ocasionadas em outros relacionamentos e isto pode ser tanto nesta existência atual quanto em outras de vidas passadas. São cargas energéticas causadas de formas intencionais ou oriundas de ações meramente inocentes, mas que deixaram “marcas” profundas na alma – corpos astral e mental -, cujos “danos” foram registrados no corpo etérico.


Estas “informações” surgem durante desentendimentos pessoais. As pessoas começam a “ver” em outras com quem estão em conflitos e discussões, uma imagem “virtual” das suas concepções interiores refletidas em seus alvos de discórdias. É uma forma “defensiva” de se proteger acusando a outra de ser aquilo que na verdade é o reflexo da sua própria “sombra”. A situação é tão sutil que é como caminhar no “fio de uma navalha” e pode tanto causar dano em outrem como a si mesmo.


Quando há uma atuação trevosa nestes “embates”, estes seres do submundo costumam jogar um “véu ilusório”, clonando pessoas e situações causando um verdadeiro “inferno” na vida dos conflitantes. Muitas vezes esses acontecimentos são precedidos por atuações no plano astral, durante o sono daquelas pessoas que se tornaram “alvos” de ataques dos nossos irmãozinhos negros.


Já mencionei várias vezes sobre o “microfone aberto”. São aqueles momentos que “ouvimos” duas vozinhas: uma do bem e outra do mal. No calor de uma discussão ou no meio de um conflito existencial, a atuação dessas vozes é frequente. O bom senso é que separa a razão da emoção. O lado “mal” atual sempre pelo lado emotivo, pois é o caminho mais fácil para desviar uma pessoa que está “desequilibrada” momentaneamente.


A forma de expressar esta confusão “virtual” é comparável a um campo de batalha onde os oponentes se degladiam no meio de uma imensa poeira. Ninguém vê ninguém e “bate” no primeiro que aparece diante de si, empunhando uma “espada”. Depois, entre mortos e feridos é que faz um balanço da sua atuação desastrada. O arrependimento sempre é tardio e o dano causado, irreversível.


A atenção aos “sinais” que são emitidos por nossos mentores e guias é sempre feito através da energia amorosa e jamais interfere no livre arbítrio de um ser humano. O sentimento de paz, harmonia, compreensão e perdão é que move os seres da Luz em nossa proteção e amparo.


O contrário disso, que ocasiona o aprofundamento da crise e o aumento da distorção psico-emocional do conflito é atuação de seres negativos que nada mais querem do que a diminuição de uma frequência vibratória do qual se alimentam com grande satisfação. A “cegueira” é um efeito do “véu ilusório” que é lançado no meio do vendaval.


(continua...)


Paz eterna,
Shima

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