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2011 - Conclusão da 4ª Iniciação (Caldas Novas/GO)

SER AMOR...


"Numa noite, lá pelos 13 ou 14 anos, eu estava sentado na varanda - meu refúgio - contemplando o céu estrelado enquanto o som do LP soava na vitrola, tocando uma música clássica, minhas preferidas naquela idade, e não percebi de imediato que havia "alguém" do meu lado, comentando a beleza noturna que encantava os meus olhos. Momento depois eu estava olhando para o lado vendo um ser todo iluminado vestido de branco, ou que irradiava uma cor pérola viva. Suas feições eram suaves, sorria para mim. Os olhos faiscavam como as estrelas no céu. Sentia a suavidade de suas palavras tocando meus ouvidos. Era como estar sonhando.

Durante quase dois anos varamos a madrugada conversando sobre diversos temas que me interessavam naquela idade. E quase todas as noites Ele estava lá. E depois desse tempo todo eu já havia enchido uma caixa imensa de quase um metro quadrado, com tantos papeis e textos escritos, sobre as nossas conversas. Falamos da vida, da minha adolescência, dos meus medos, dos meus anseios, dos meus sonhos, mostrou-me a simplicidade de viver, explanou em versos sobre as questões do tempo, das árvores, das aves, das pessoas, dos problemas, das estrelas, do mundo, das desigualdades, da compreensão, da paciência, do perdão... e do amor!

Antes do nosso último encontro Ele me deixou uma orientação que se tornou a minha filosofia de vida: "O que quer que faças... seja o Amor. Onde quer que estejas... seja o Amor. Aconteça o que acontecer... seja o Amor!".

Vivi a minha adolescência toda como Ele havia me ensinado. Como um filho do Pai Celestial e a tratar todas as pessoas com a fraternidade que une os irmãos de uma mesma família. Que bastava ser apenas o Amor e não me preocupasse com os problemas da vida, porque tudo era ilusão. O Amor era a única realidade que eu deveria viver por toda a minha vida." (Shima, 1973)

SOBRE O SHIMA E A GFH

No último trimestre de 1989, depois de quase uma década trabalhando em gráficas, editoras e jornais e ter feito um curso de extensão de Jornalismo Comunitário pela UnB, tomei a decisão de fundar o meu próprio veículo de comunicação, e criei o Jornal Pioneiro na cidade satélite do Núcleo Bandeirante em Brasília, onde residia. Começou a partir daí, a caminhada para a realização dos meus sonhos e ideais alicerçados naqueles encontros no passado com aquele ser maravilhoso e divino.

Um projeto foi elaborado de forma bem detalhada com o envolvimento de toda a comunidade daquela cidade, onde o foco principal se baseava na atividade Família-Escola-Comunidade. As crianças daquela época precisavam do apoio total, devido à onda de desestruturação familiar que vinha ocorrendo dentro da sociedade e a violência que invadia os lares junto com as drogas.

A minha viagem para o Japão em 1990 interrompeu este projeto pioneiro.

Em 1992, a convite da direção da empreiteira da qual era funcionário na fábrica, aceitei o desafio de produzir um Boletim Informativo mensal para ser distribuído aos brasileiros em todo o Japão. Foi o Suri-Emu News.



Foram criados várias editorias abordando as necessidade dos "Dekasseguis" e também aproveitei para dar prosseguimento em um projeto criado em 1990, quando havia me mudado para a cidade de Toyohashi. A criação do Tomodachi Club (Clube de Amigos).

A minha atenção sempre foi voltada para os laços de amizade, como assim deixei registrado no Suri-Emu News na época:

"O valor de uma amizade...

Na tentativa de acertarmos, cometemos... erros.
Apenas pelo fato de sermos... humanos!

Seja amigo... sempre! Cultive uma amizade, inspirada na sinceridade... na franqueza! Seja amigo... apenas!

Não busque uma retribuição. Saiba compreender! Construa amigos. Não inimizades! Evite as intrigas, o ciúme, a inveja, a vingança! Não existe nenhum mérito na destruição de uma amizade.

Reconciliar. Saber perdoar um amigo! Um simples gesto. Um sorriso. Um diálogo. Um aperto... de mão!

Confie. Acredite. Um amigo não tem preço!

Um dia... no futuro, quero olhar para trás; e quero ver em cada rastro dos meus passos, que os laços que cultivei pelos caminhos durante a minha passagem pelo Japão, tem um valor maior do que os dólares que poderia juntar em toda a minha vida.

Este tesouro, para mim, chama-se: amizade.

(Shima, fevereiro/1993)"

Anos depois, em 2002, criei uma empresa no Japão e publiquei a minha própria revista que se chamou: Kyuukei Magazine e representava o veículo de comunicação do Tomodachi Clube de Toyohashi. A palavra "kyuukei" em japonês significa: intervalo, descanso. Ou seja, nas fábricas a cada duas horas eram concedidos de 10 a 15 minutos de intervalos para descanso e lanche. E foi com este propósito que a revista passou a se chamar Kyuukei. Era para ser lido nestes horários e durante o expediente, promover as reflexões.



Os artigos, textos e fotos produzidas eram para ser absorvidas, lidas e contempladas em 10 minutos apenas.

Com o patrocínios dos amigos empresários e lojistas da minha cidade, foi possível manter a alta qualidade desta revista e a sua periodicidade que era distribuída gratuitamente para toda a comunidade. Havia 10 mil brasileiros residindo na cidade de Toyohashi.

Num evento ocorrido na Prefeitura da cidade, a revista foi apresentada ao prefeito que se surpreendeu pelo trabalho realizado por mim e nisso, uma semana depois me convidou para integrar como membro, um setor de intercâmbio para estrangeiros da prefeitura.

Após passar por várias experiências empresariais no Japão até o meu retorno definitivo ao Brasil em 2006, terminei a minha peregrinação em solo japonês com a publicação de textos sobre as minhas vivências espirituais no Caminhando com o Mestre que seria transformado num blog e num site de autoconhecimento, o Somos Todos Um, onde passei a divulgar os artigos que escrevia na época.


Desde o início de todo esse processo de descobertas no campo da espiritualidade humana, do autoconhecimento, do aperfeiçoamento de técnicas de cura através de métodos vibracionais e da terapia de vidas passadas que se intensificaram muito durante a minha estadia no Japão, desenvolvi novas metodologias na área de cura e assistência espiritual, sempre orientado por um mestre japonês com o qual mantive uma conexão diária durante vários anos.

O objetivo, porque não dizer um desafio, foi em todos os momentos criar uma fraternidade de amigos que pudessem se irmanar num mesmo propósito. Aprender, crescer e compartilhar. A expansão da consciência foi a forma mais viável que encontrei durante toda a minha peregrinação espiritual no Japão. O Conhecimento se aprende através da prática constante. Se desenvolve a partir das atitudes corretas nas quais a honra, dignidade e caráter devem ser cultivadas a todo momento da vida.

O Código Bushido, ou o Caminho do Guerreiro foi a prática constante cultivada ao longo de 16 anos vividos no Japão. Esse foi o meu resgate pessoal como ser humano. Ser uma pessoa melhor, amável e compreensível. Os 3 D's criados como normas dentro da GM (Grande Missão) simbolizava a "disciplina, determinação e discernimento" que me conduziu durante a escuridão nos momentos mais dramáticos da minha jornada no Japão.

Ser amor ainda era a maior força criativa do universo. Unia as pessoas.

E foi com esse propósito que na volta ao Brasil, busquei incessantemente construir os alicerces de um projeto, que um dia viria a se chamar a Grande Fraternidade Humana da Terra.

Então a partir de maio de 2012 foi dado os primeiros passos com a criação de um grupo na rede social que se chama Guardiães da Luz que passou a administrar a GM e todas as suas atividades dentro do Projeto Terra que continha as metas estabelecidas pelo Plano Divino para a nossa humanidade.

O Movimento Global dos Trabalhadores da Luz foi instituído através da Missão Paz na Terra que é o tema da GFH, e nisso, o propósito divino poderá se manifestar em nosso mundo a partir de cada um, quando o Amor Crístico for aceita como uma força e uma bandeira a ser difundida por todo o planeta. Então, a paz será possível.

Em Amor e Luz,
Paz em Cristo!
Shima.
Namastê.

Gratidão ao Pai e a Mãe!




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