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Há muitos anos, ainda no Japão, foi escrito uma série de texto sobre o nosso aprendizado nesta Escola chamada Terra. O título desta série de artigos era “Uma lição chamada... Vida!”, e falava sobre a nossa vivência espetacular sobre a superfície deste maravilhoso planeta. Mesmo turbulenta é uma escola divina.

Ocorre o mesmo que nas escolas terrenas tradicionais. Organização, estrutura, conteúdo pedagógico, salas de aulas, professores... e alunos. Na vida passamos por fases, ciclos e etapas e assim sucessivamente até atingirmos a maturidade da nossa existência material e espiritual.

Temos as nossas matérias para estudar e não somente ler, mas pesquisar e desenvolver o nosso raciocínio e discernimento. É a nossa preparação para alcançar o patamar mental. Assim como todo aprendizado tem o seu lado teórico e didático (estudo), há também o lado prático e laboratorial (vivência), cujo desenvolvimento é buscar o aperfeiçoamento entre a técnica e a experiência.

Nesta escola a metodologia é padrão para cada etapa ou classe, onde os alunos aprendem juntos durante o ano letivo, mas caberá a cada um destes alunos desenvolverem-se e aprender por si mesmo, pelo próprio esforço. O professor e outro aluno não poderão fazer as lições que é de responsabilidade de um apenas fazer.

Na vida somos aprendizes, exemplos e professores e, é na convivência mútua que fazemos o intercâmbio destas lições apreendidas. Os relacionamentos humanos surgem para ampliar e expandir essa consciência escolar. O ano letivo é o prazo para a conclusão de cada etapa deste curso regular e quem passar deve prosseguir nos estudos no próximo ciclo.

O professor apenas ensina o conteúdo pedagógico, passando muitas vezes as dicas que cairão nas provas e testes, para um melhor aproveitamento nos estudos. Mas não poderá jamais falar quais questões serão colocadas nestes testes ou provas e muito menos, responder aos questionários pelos alunos. Senão, para que a existência de uma escola?

O fato de haver alunos ou terceiros que passam as famosas “colas” é uma situação que acarreta mais danos do que solução, pois um é por si mesmo irresponsável pelo ato que pratica e o aluno que aceita a “ajuda” demonstra ser incapaz de frequentar a escola, porque não respeita a ética e nem os regulamentos internos.

É interessante observar nesta “parceria” a aceitação desta prática como ato normal embora seja condenável. Isto porque, acarreta prejuízos para ambos. O aluno demonstra ser tanto relapso como acomodado e incapaz de estudar e mesmo que passe de ano, um dia terá que demonstrar a capacidade de progredir na vida e aí, o “bicho” vai pegar. Repetirá infalivelmente na vida devendo recomeçar por onde tentou saltar e nisso, vidas futuras ficam comprometidas. O “ajudante” arcará pela Lei do Retorno advindo do desvio da conduta deste aluno.

Tem sido este o motivo de alerta feito nos dois últimos artigos publicados em Caminhando com o Mestre e Matéria Sublime. Se “fórmulas mágicas” e “códigos” fossem a solução, então as doenças deveriam inexistir pelo fato de haver remédios, como a ascensão deixaria de ser uma busca e um processo se haver uma “senha” para tal. E nestes casos, não haveria a necessidade de escola.

Os alunos dedicados e esforçados avançam. Os alunos rebeldes regridem.

Então, como compreender o dilema dos Trabalhadores da Luz?

Será simples no caso dos Trabalhadores da Luz se refletirem que não são “Desempregados da Luz” e que devem viver da assistência do estado com o seguro desemprego e tornarem de forma acomodada em “Beneficiários da Luz”.

A partir do momento que se autodeclara Trabalhador, esteja certo que está no “mercado” de trabalho e deve então, trabalhar! Não se iluda que vai para uma empresa e se acomodar à custa de outros. Não evoluirá muito. Os tipos “sanguessugas” são facilmente identificados pelos colegas trabalhadores. A questão é que não sendo de fato um “Trabalhador da Luz”, o que é então?

Não são trabalhadores porque são consumidores ou clientes. Ou seja, a maioria da Humanidade está neste patamar evolutivo. Existem várias “empresas” que prestam o serviço à Luz e outras que exploram o mercado da Luz, fiquem certas disso. Essa é uma realidade chocante para os inocentes e incautos usuários.

E muitos trabalhadores escolhem os “patrões” que lhe possam dar mais benefícios ou pagar mais. Fiquem atentos a este alerta. Um Trabalhador da Luz pode escolher a quem servir ou para quem quer trabalhar. Assim é o mercado da Luz. Até ter a sua própria empresa neste mercado é salutar, desde que mantenha a cosmoética. Muitos trabalhadores estudaram, pesquisaram, formaram-se por seus próprios esforços. Ainda estamos numa escola. Os produtos desta intelectualidade ou vivência é livre para comercialização.

Neste “mercado” da Luz tanto pode ser explorado pela força negativa quanto pela força positiva. O mundo escolar é dual. É o livre arbítrio.

Há outra classe de trabalhadores da Luz que se destacam desta maioria que é chamada de “Servidores” da Luz, pois são como funcionários públicos e escolhem esta “profissão” por vontade própria. A diferença este as duas classes: Trabalhadores e Servidores são na sua função. O trabalhador da Luz escolhe para quem ou onde trabalhar e o servidor da Luz não. O Servidor tem a função de servir à Luz e não um “patrão” ou “empresa”. É uma escolha feita. Da mesma forma para a Treva, uns escolhem esse caminho.

E o servidor da Luz sabe de onde vem o seu “salário”. Da Luz.

Em Amor e Luz,
Paz na Terra!
Shima.

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