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Como faltavam os testes práticos, comecei a treinar neste novo processo. Sempre fui a "cobaia" de mim mesmo. A princípio fiquei um pouco perdido e confuso, mas fui em frente. As técnicas eram tão simples que comecei a praticar com algumas pessoas amigas, que viviam tanto no Japão como no Brasil. Os resultados foram maravilhosos, embora eu precisasse de mais tempo para por em prática uma série de variações, porque havia ultrapassado a barreira da terceira dimensão.

Os artigos que escrevo sobre as dimensões e os quatro corpos inferiores mostram os instrumentos e o campo de ação que a nossa consciência é capaz de atuar e se projetar. O raciocínio é bem simples. E o sucesso de qualquer empreendimento precisa-se de práticas constantes e, sendo algo novo, há a necessidade de se quebrar tabus. A mente física tridimensional está tão cristalizada com dogmas e crenças, condicionadas desde a infância, que ficam quase impossíveis essas mudanças de paradigmas.

O primeiro ponto a observar para se estudar é usar o termo científico. Separar tudo. Fragmentar novamente e analisar as partes. Começando pelo fato de que a terceira dimensão é composta por quatro mundos inferiores. Não confundir com quarta dimensão, porque não tem nada a ver. Em cada mundo há uma consciência se manifestando.

Então não adianta - o que é comum esta confusão - querer projetar a consciência física para o plano astral. Ela, simplesmente não funcionaria ali. A consciência física encarnou num corpo físico, por isso só funciona com um corpo material de carne e osso. O corpo astral é constituído do material do plano astral e sua consciência tem as mesmas características. Falando apenas destes dois planos, vamos ao que interessa.

A encarnação das consciências ocorre de "cima" para "baixo", ou seja, é comprimida de fora para dentro. A matéria física é uma energia totalmente densificada, através da pressão gravitacional. É o mesmo que pegar um peixe da superfície e empurrar ele para o fundo de um oceano. Vai implodir se não possuir um corpo adequado para alta pressão. O corpo físico do ser humano é para viver "no fundo do oceano", enquanto o corpo astral é para viver em águas rasas da superfície do mar.

A dificuldade para fazer a projeção astral com tanta frequência de forma consciente relaciona-se ao fato de querer levar a consciência física junto com o corpo astral. É só focar a transferência para a consciência astral que o projetor vai estar lá. "Onde o pensamento está, é onde você vai estar!".

Se a tua intenção é estar no astral, basta pensar. A consciência astral é ativada e, nisso ela se veste do seu próprio corpo, o astral. Esta é a sequência normal das coisas. Não tente separar o corpo astral do físico com a consciência física. Isto vai prender um corpo no outro. Anule a consciência física e focalize na consciência astral, e tudo vai ocorrer de forma natural. 

No processo involutivo - na encarnação de uma alma - o corpo etérico é o registro de memória de todos os corpos gravados no nosso DNA, portanto num "nascimento", este corpo já está pronto. Por isso, necessitamos apenas de nove meses de gestação - 3 para cada corpo - para a formação do corpo físico tridimensional e, não de doze meses como seria o processo verdadeiro, seguindo a lei da criação.

A consciência mental é a primeira a se "vestir" de um corpo, seguida pela consciência astral, com o seu respectivo corpo e, por último a consciência física num corpo carnal. Analisando este processo, percebe-se que o corpo mental envolve o astral, e este, o corpo físico. Aí se vê que o último está confinado no "fundo do saco". A lógica neste caso, para um projetor é estar consciente disto, porque este conhecimento facilitará qualquer atividade de projeção.

A consciência física tem percepção apenas do seu plano de manifestação, enquanto a do astral consegue perceber seu próprio plano de existência, além daquela que está "abaixo" dela, por estar na verdade, contida nela. Esta situação se aplica perfeitamente à consciência mental, com uma diferença: o plano mental se subdivide em duas partes, quatro níveis inferiores e três níveis superiores.

Na encarnação, a alma - ego -, permanece somente nos quatro níveis inferiores do plano mental, que é o limite da "roda de samsara". Então a partir do corpo mental, a sua consciência pode transpor os limites da terceira dimensão, e vivenciar outras experiências interdimensionais. É elevar esta consciência mental de terceira dimensão para vibrar nas frequências do quinto plano mental, que o projetor vai conectar com a sua consciência superior, conhecido como o mentor espiritual de um ser encarnado, e através desta consciência poder "viajar" para além da quinta dimensão.

A atuação de um projetor astral vai ficar limitada dentro desse próprio "universo", que não ultrapassa muito além da órbita lunar. O plano mental inferior cobre parte do nosso sistema solar. E é com o mental superior que um projetor pega um "elevador" para visitar a imensidão cósmica, onde consegue contatar todas as esferas de vida - extraterrestres -, descobrindo através de suas vivências e experiências, a sua origem estelar, desvendando o grande segredo de quem somos, de onde viemos e para onde vamos!

Para finalizar é importante salientar um exercício que se torna fundamental em qualquer experiência extrafísica. Desbloquear a mente física sobre o rótulo que colocaram sobre a visualização, dizendo que a imaginação é uma fantasia, quando na verdade, tudo isto se relaciona à tela mental que é o instrumento do corpo mental, assim como o cérebro é o receptor da corpo físico. Esta informação é apenas um pequeno detalhe, mas que fará uma profunda mudança no foco da percepção extra-sensorial.

Paz!
Shima

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