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Meus amados Corações,

A Paz esteja convosco!

Muitos perguntam se a Paz pode ser uma Realidade no Mundo.

Muitos sonham viver a Paz...

Muitos lutam pela Paz...

Muitos morrem na guerra da Paz...

Mas a Paz escoa entre os dedos de vossas mãos...

Meus Corações,

Deixem-Me contar uma história...

“Há muito tempo havia um reino que era governado por um rei amoroso. O seu povo não conhecia a discórdia e viviam em plena harmonia. Se uma dúvida surgia era esclarecida por seu soberano de forma justa com a cordialidade do respeito à vida.

Seus campos produziam em abundância e a fome era desconhecida pelo povo feliz. A alegria cobria como um manto cada recanto daquele reino. O labor existia como um serviço prestado ao Criador, a Fonte de toda a prosperidade... de toda a Vida.

Desconheciam também a doença, pois conheciam os limites do corpo que habitavam. Possuíam o sentimento de gratidão sublime em suas almas e o dom do esclarecimento sobre os cuidados para manter uma vida saudável.

A vida daquele povo se constituía no Amor ao próximo. E para isso aprendiam desde criança a arte de Amar. Cresciam sendo o próprio Amor. Eram criadores e artesãos do Amor. E com esse Amor construíam suas vidas e a de outros.

Um dia o Soberano daquele reino soube que uma guerra se alastrava num reino muito além da sua fronteira. Ficou curioso e quis saber o que estava acontecendo com aquele povo que no passado eram como irmãos e mantinham uma convivência pacífica com o seu reino.

Fazia muito tempo que eles se afastaram e deixaram de se relacionar com o seu povo. Expandiram para o oeste e após gerações as comunicações cessaram. Nunca mais teve notícias deste reino. Não até aquele momento em que chegavam informações sobre uma guerra entre irmãos.

Ficou pensativo por muitos dias. Tentou entender o que causara a desunião. Queria compreender aquele conflito e o que levara uma família inteira a entrar em guerra contra si mesma.

Muito aturdido o rei convoca um conselho e ouve o relato de todos os membros que emitem suas opiniões sobre o conflito daquele povo e a guerra que se alastra por todas as regiões e pode alcançar as fronteiras deste reino.

Depois do término do conclave que durou vários dias, o rei decide enviar um grupo de voluntários para ir até este reino e tentar descobrir o que tinha feito um povo guerrear contra eles mesmos.

Muitos pediram ao rei para ir e ele selecionou apenas um pequeno grupo com qualidades específicas para empreender tal tarefa. E quando este grupo partiu para a missão, o rei retornou aos seus aposentos e se recolheu. Ficaria aguardando o retorno destes servos e depois decidiria o que fazer.

Mas muito tempo se passou e o grupo não voltou.

O rei preocupado chamou seu conselheiro pessoal e perguntou:

- O que achas que pode ter ocorrido?

- Não sei meu senhor. Teus servos são veteranos e fiéis a ti, não podem ter-se perdido!

No dia seguinte, o rei preocupado resolve enviar outro grupo para descobrir o paradeiro dos seus servos. Para isso ele escolhe os melhores membros da sua guarda pessoal e os envia nesta missão com instruções de trazer de volta todos os que ele tinha enviado ao reino vizinho.

E após outro longo tempo de espera, os seus soldados também não retornaram.

O tempo passou. Decidido, o rei convocou um novo conclave que reuniu os maiores sábios do reino. Nesta reunião muitas hipóteses foram levantadas e analisadas. As notícias da guerra informavam que se aproximavam cada vez mais da fronteira oeste.

Enquanto o encontro dos sábios definia o futuro do reino, o rei decreta a construção de uma enorme muralha na fronteira oeste para proteger o povo dos invasores. Nisso, convoca o seu comandante a quem delega a função de criar uma operação de resgate daqueles que não retornaram para casa.

Para que essa missão fosse executada com sucesso, o comandante envia uma tropa de elite para se infiltrar no reino vizinho e tentar localizar os servos e os soldados do seu rei. Como um sábio, cria várias unidades de apoio e logística para que esse grupo especial também não se perdesse.

Então, pouco tempo depois, alguns membros da tropa de resgate retornam com informações precisas sobre os acontecimentos que ocorriam no reino vizinho e a localização de todos os servos e soldados perdidos. Mas, revelaram a impossibilidade trazê-los de volta!

Compreendendo o teor das novas informações, o comandante imediatamente se encontra com o rei e passa as notícias que chegaram. A alegria do rei ao saber dos paradeiros dos seus súditos é compartilhada por todo o seu povo. Comemorações em todo o reino ocorrem. Dias e dias de festas e júbilo!

Os sábios e o comandante se reúnem com o rei, enquanto a comemoração prossegue entre seu povo. Sabendo dos motivos que impedem o retorno dos seus súditos, o rei em sua visão divina, exprime o seu sentimento de compaixão quando toma uma decisão surpreendente.

Ele pessoalmente iria até o reino vizinho. Ele mesmo iria buscar seus súditos. O que surpreendeu é que ele decidiu ir só. Não como um rei, mas como um súdito do seu reino. O seu desejo era entender o que levou seus súditos a não retornarem para casa. Então faria o mesmo percurso, usaria a mesma vestimenta simples e humilde. Não queria ser reconhecido como o soberano de um reino, mas como um servo.

Em sua peregrinação pelo reino vizinho percorreu uma longa jornada por tribos e vilas. Conheceu a diversidade desse povo, sentiu o drama e se compadeceu deles. Então entendeu por que os seus súditos não retornaram.

O rei empreendeu os seus passos seguindo a trajetória dos seus súditos até que os encontrou. Chamou-os e alguns o reconheceram. Outros não. E juntos começaram a mostrar o Caminho do Amor, a única Verdade que conduziria aquele reino corrompido à Paz!

Por não ser compreendido e temendo a grande revolução que este visitante estava causando naquele reino, seus governantes resolveram silenciá-lo. Crucificaram-no.

A tropa de elite enviada para o resgate do rei encontrou-o numa gruta e o levaram.

De volta e restabelecido, o rei contemplou a sua curta viagem e o trágico desfecho. Mas havia prometido retornar e cumprir um desejo soberano naquele reino vizinho. Instaurar a paz.

A Paz através do Amor.

Tempos depois começou a enviar seus mensageiros para os dois grupos de súditos que permaneciam ainda no reino vizinho. Instruía-os constantemente para continuarem suas missões, enquanto permanecia sobre uma torre no alto da muralha esperando o tempo do seu retorno àquele reino vizinho.

Confiava em seus súditos. Pacientemente, aguardava que a sua mensagem de Amor amadurecesse nos corações endurecidos pelas dores e sofrimentos impostos naquele reino vizinho.

E o tempo passou.

Ninguém sabia o momento em que o rei partiria novamente para terras distantes.

Nesta longa espera muitos súditos se voluntariaram em missões de vanguarda para preparar a ida do seu rei naquele reino vizinho. Não queriam repetir o mesmo desfecho triste e dramático que ocorreu em sua primeira visita. E faziam suas tarefas com alegria e devoção ao rei.

A certeza de que o rei partiria em breve foi percebida assim que as notícias trazidas do reino vizinho clamavam pela sua presença. Os trabalhos missionários dos seus enviados estavam em estágio adiantado e seria possível o retorno do rei para cumprir a sua Grande Missão.

Então, o rei decidiu voltar.

E do alto da torre desceu para empreender uma nova caminhada no reino vizinho.

E nesta nova jornada, vai ser reconhecido como o soberano de um reino que veio trazer a Paz...

A Paz ao mundo!”

Eu Sou o Cristo,
E Estou entre Vós!”


Canal: Ernesto Shima.

Em amor e luz,
Shima.

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