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As pedras do caminho
As pedras do caminho I
As pedras do caminho II
As pedras do caminho III

A Carta Polémica 2006
O Universo Responde

 A Fraternidade Negra

 Depois disso, tive que tomar decisões que colocariam ainda mais em risco, a minha integridade física. Isso se tornou necessário porque precisava recuperar a minha identidade e a minha idoneidade moral e psicoemocional que estavam em jogo, e acima de tudo, restabelecer a minha dignidade pessoal. Tinha plena consciência do que devia fazer. Teria que voltar a conviver no “ninho de cobras”, até poder pegar aquela “serpente” que havia injetado o veneno em mim. Todo o antídoto vem do próprio veneno.

E assim foi feito.

Nos meses seguintes após deixar o internamento no Instituto, coloquei em prática todos os meus planos para trazer a verdade de uma só vez. Só faltava uma peça para fechar o quadro do jogo. E para isso teria que ser convincente e firme do começo ao fim. A “serpente” teria que dar o bote final quando se sentisse acuada e ameaçada. Era isso que eu queria. Até então, era impossível tirar a “pele de cordeiro” que vestia o lobo.

Então, sete meses depois, tudo aconteceu.

Num ato para desfechar o golpe final, toda uma cena foi criada para me colocar em desespero a ponto de vir a cometer um suicídio, tal como foi feito da última vez. Foi tão chocante a situação que eu mesmo quase me iludi a ponto de consumar o ato. Observei tudo de um patamar, onde as minhas frequências vibratórias não pudessem ser afetadas, e deixei as coisas rolarem. Acompanhei deste nível passo a passo o desenrolar do caso, evitando sempre o final trágico.

O desespero tomou conta do ambiente pelo fracasso da “operação” e, logo no dia seguinte a situação tomou outro rumo. Naquele momento ainda não percebia o novo acontecimento que ia ocorrer, porque estava me refazendo da noite anterior. Só tomei conhecimento disto, 4 dias depois, quando retornava de uma viagem que havia feito até Brasília. Fui alertado a tempo por membros da minha família. Haviam descoberto o plano que me colocaria na prisão por seis meses. As acusações eram falsas. A greve da polícia civil naqueles dias evitou que eu fosse preso imediatamente.

Resolvi retornar logo para Brasília e aguardar o desenrolar dos acontecimentos. Estava feliz porque agora tudo se tornava público e evidente demais. Havia testemunhas. Tudo estava sendo documentado e registrado. Era tudo o que eu queria. Faltava apenas uma prova. E esta chegou dias depois do ocorrido em Alto Paraíso. Eram cartas de e-mails que me foram enviadas, e comprovavam as encenações de todas as situações que me comprometeram naquela cidade. Estas cartas provavam também, que havia uma situação forjada intencionalmente naquele boletim médico de São Paulo.

Encerrava-se assim uma longa história – entre julho/2006 a julho/2009 -, onde todos os acontecimentos revelaram a verdadeira face oculta em que atuavam as forças negativas. Num outro aspecto, a própria experiência que foi adquirida neste período, mostrou todas as possibilidades positivas e negativas que um peregrino em busca da luz é capaz de superar e conquistar. Não há vítimas e nem algozes. Apenas situações e circunstâncias criadas por ambas as forças que conduzem a nossa evolução neste plano físico. Os personagens que surgem são apenas instrumentos para o nosso aprendizado.

A partir do fim deste ciclo de provas, iniciei uma nova fase de reconstrução da minha vida familiar, afetiva e profissional. Levei 18 meses trabalhando incansavelmente para recuperar todas as perdas materiais e financeiras que tive. Resgatei a minha autoestima, a minha dignidade e o reconhecimento geral pela nova fase que estava vivendo agora. Profissionalmente estou trabalhando hoje com a minha própria empresa e, intelectualmente, voltei a publicar os meus artigos sobre a espiritualidade, baseados sempre nas minhas próprias vivências.

Neste ano de 2011, passei os dois últimos processos – o 7º ano e suas 7 fases – que terminaram em julho último. Os resultados alcançados foram concluídos com pleno êxito. Somente no mês de outubro é que teria uma grande surpresa. Fui orientado pelo meu mentor a fazer um retiro espiritual num santuário sagrado, que ficava numa região aonde eu ia com frequência. E, nos três dias - durante a lua cheia -, foi finalizado o propósito maior que era a minha iniciação espiritual, que durou exatos 7 anos.

A revelação que me surpreendeu foi quando disseram que eu estava encerrando também, um ciclo de 21 anos. Aí foi que caiu a minha ficha. Um fato ocorrido em outubro de 1990 relacionava-se ao meu renascimento lá no Japão, quando fiquei abandonado durante três dias sem que ninguém soubesse do meu paradeiro. Havia desencarnado e estava indo embora deste plano físico, quando um ser iluminado surgiu e fez a religação do meu cordão de prata. Acabei “reencarnando” novamente no mesmo corpo físico que havia deixado para trás.

O ano de 2011 foi gratificante em vários aspectos, porque retornei ao trabalho espiritual que vinha exercendo durante a minha permanência no Japão. O reinício desta atividade foi autorizado pelo Conselho Cármico em janeiro deste ano, quando fui lá fazer uma petição. Ao longo deste ano, todos os acontecimentos e as novas revelações que sucederam, foram acompanhados amorosamente pelo meu mentor espiritual, que sempre esteve presente nas fases mais difíceis que vivenciei nestes últimos sete anos. Sem ele e o seu amparo, jamais teria conseguido ultrapassar de uma margem para a outra, o Grande Rio.

Paz!
Shima
(14/11/2011)

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