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Uma das situações que encontramos em nossa busca espiritual relaciona-se à dificuldade de entender a forma de ver a realidade que vivemos neste plano físico e outra que supomos ser transcendental. Como a própria palavra “transcendental” diz, é considerada tudo aquilo que está além dos limites conhecido do universo. O termo em si não possui um caráter exclusivo no que se refere ao misticismo, sendo utilizado também para a explicação daquilo que ultrapassa à lógica, como dos conceitos formais da ciência.

Na minha interação com as pessoas, quando falo sobre a realidade multidimensional, tenho esbarrado na impossibilidade da maioria conseguir entender como isso funciona. Poucos conseguem compreender esta realidade e como isto funciona dentro da sua existência, porque já vivem esta situação em sua rotina cotidiana. Enquanto alguns questionam até a minha lucidez, outros simplesmente vivenciam as mesmas experiências, compartilhando conhecimento e aprendizado.

Se analisarmos profundamente a questão com a mente aberta, podemos encontrar parâmetros para fazer uma comparação tão simples, que farão as nuvens da incredulidade se desvanecer diante dos próprios olhos. E é isso que gostaria de expor aqui. Tentar lançar uma pequena luz nesta escuridão.

Imaginemos o reino animal existente neste orbe terreno. Vamos tentar interagir – nós, do reino humano – com um grupo específico, como por exemplo, o dos chimpanzés. Estes símios estão mais próximos dos humanos, em termos de evolução física. Como estamos falando sobre a visão multidimensional é interessante observar que o reino animal está no estágio bidimensional.

Os seres humanos vivem na tridimensionalidade.

Ao longo de décadas vimos as experiências científicas sendo realizadas com o reino animal e basta isto para começar a compreender as tentativas dos seres de quarta, quinta e sexta dimensão – só para mencionar alguns estágios – que fazem suas experiências conosco aqui neste plano físico.

Da mesma forma como agimos para entender, decifrar e catalogar o reino animal, o mesmo acontece com o reino humano, a partir de outro patamar evolutivo. Tente explicar ou conversar com um ser do reino animal e fale do nosso mundo tridimensional, dos avanços científicos e tecnológicos. Como seria a reação de um chimpanzé neste caso? E como seria o caso deste chimpanzé adquirir parte deste conhecimento e de volta para o seu grupo, começasse a relatar a existência da civilização humana que ele próprio experimentou?

Este tem sido o caso que encontrei em diversas conversas com amigos, quando falamos sobre a 4ª, 5ª e outras dimensões além destas. Não adianta querer entender a existência dos seres extraterrestres se, nem mesmo conhecemos nossas origens espirituais. Muito menos ainda, se ignoramos que somos almas peregrinas vindas das estrelas habitando corpos humanos aqui na Terra. É complicadíssimo!

Quando pesquisamos o nosso cérebro físico, sabemos que há dois hemisférios e que mal usamos um dos lados. E que o lado esquerdo utilizado está tão cristalizado e condicionado a processar apenas algo em torno de 10% do conhecimento que existe no contexto geral, que fica impossível alcançar o lado direito do cérebro, onde nem os neurônios foram ativados para o seu uso.

Há muito que se fazer para quebrar este paradigma da negação. Mas pouco se precisa fazer para alcançar a sabedoria universal que está à disposição de todos aqueles que querem realmente alcança-la. A “fórmula” criada – ver para crer – bloqueia o acesso. É preciso crer em algo primeiro, para que a visão da realidade seja possível. Chama-se isto de “reprogramação cerebral” que pode acionar e ativar o lado direito do hemisfério da nossa massa cinzenta.

A integração entre as duas partes do cérebro é alcançada através do discernimento puro e simples. Não há mistério ou mágica. É técnico e científico. Ao longo dos anos fui construindo novos “trilhos” de forma consciente para poder fazer as jornadas multidimensionais. E fiz isso da mesma forma como desenvolvemos o lado esquerdo do cérebro. Exercícios de repetição. É a forma mais tranquila e segura de se construir a rede de neurônios. Estudos, pesquisas, análises, testes... são parte deste imenso trabalho que promovem um resultado surpreendente. A mente humana possui uma capacidade de absorção e criação poderosa, é só usá-la.

Este pequeno texto serve para ilustrar como podemos compreender a visão geral dos mundos dimensionais em que vivemos simultaneamente. A verdade só pode ser encontrada de forma individual neste momento atual, onde a bagagem de conhecimento é adquirida através da própria experiência pessoal. Não há como fazê-la de outra forma. Dúvidas e questionamentos fazem parte desta busca. O que não podemos fazer é parar no meio do caminho quando encontramos uma bela flor e nos acomodarmos em ficar apenas contemplando sua beleza.

Tudo é temporal e ilusório neste universo linear em que o tempo/espaço é um campo de experiências onde buscamos o domínio sobre as sensações que permeiam o nosso mundo existencial.

Paz!
Shima

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