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As pedras do caminho I

As pedras do caminho II
As pedras do caminho III

As pedras no caminho VI
A Carta Polémica 2006
O Universo Responde


 A Fraternidade Negra

Minhas reflexões

O dia 1º de março de 2012 ficará indelevelmente marcado na minha mente e será comemorada de uma forma muito especial. Foi neste dia que acabei recebendo a alta tão esperada lá no Instituto de Saúde Mental, aqui em Brasília. A psiquiatra que cuidava do meu caso já havia me liberado das medicações em maio do ano passado, pelo simples fato de que eu não tomo remédios desde a minha adolescência. Portanto, no caso da psiquiatria não houve nenhum caso que comprovasse o que havia sido registrado no meu prontuário na Santa Casa em Saúde Mental da Vila Mariana, na capital paulista, onde fui internado. A alta final ficou por conta da psicoterapeuta que cuidou do meu caso entre agosto de 2008 até a presente data.

Numa história recheada de mitos e mentiras acabei sendo envolvido em situações dramáticas e bizarras, na qual acabei rotulado de “doido”, sendo drogado por medicamentos pesados em duas ocasiões. Os únicos “dois casos” registrados de surtos psiquiátricos, foram forjados em mentiras para “solucionarem” situações de interesses pessoais e mesquinhos e, noutro caso, para me livrar de uma prisão por causa de uma falsa acusação - seria enquadrado na Lei Maria da Penha -, inventaram uma nova mentira, dizendo que eu havia surtado. Incrível como isso ocorreu, mas aconteceu.

E tive que ter um trabalho imenso para comprovar que eu não tinha nada e era tão normal quanto qualquer ser humano na face da Terra.

O fato de viver a minha espiritualidade de forma transparente, aberta e sincera, causou-me muitos constrangimentos, com pessoas tão próximas de mim que não compreenderam e, até não aceitaram a minha clarividência, a percepção extra-sensorial e o fato de fazer minhas projeções de consciências de forma natural e espontânea. Acabaram achando que eu tinha “pirado” da cabeça. As únicas pessoas que me deram força neste período foram: uma filha que sempre esteve ao meu lado, os amigos e amigas que nunca acreditaram nesta história de “doido” que me rotularam. Riam disso e sempre diziam para mim que me reencontraram melhor hoje, do que no passado – havia vivido fora do Brasil por 16 anos -, e que era para não ligar para essas “besteiras” que falavam de mim. Confesso que para retirar o “rótulo de doido” foi muito desgastante, e porque não dizer, cômico demais!

A clarividência me auxiliou muito nesta fase porque pude ver as atuações de nossos irmãozinhos negros, quanto tentavam influenciar as pessoas que mantinham vínculos comigo. Em muitos casos, foram necessários que eu mesmo acionasse os registros akáshicos de pessoas e eventos de vidas passadas, simplesmente para poder entender a participação de alguém e/ou do porquê estavam sendo manipuladas para agirem de forma inconsciente contra a minha pessoa. Havia “contratos” que amarravam cada um, com os vários grupos de trevosos.

Com paciência fui ultrapassando os obstáculos e as situações absurdas que surgiam ao longo do meu caminho desde que retornei ao Brasil em julho de 2006. As perdas financeiras somaram mais de 65 mil reais, porque estes empréstimos eram para serem recebidos no Brasil e me “pagaram” de uma forma desumana quando eu fui drogado pela própria pessoa a quem amparei através desta ajuda financeira e ela me internou numa casa de saúde mental, dizendo que eu tinha surtado. Estava tão dopado que não conseguia entender nada do que estava acontecendo. Neste estado de alienação, ficou caracterizado o óbvio. Fui abandonado ali mesmo, e ela sumiu sem me dizer uma palavra.

No dia seguinte a este internamento, a lucidez aos poucos começou a tomar conta de mim, e fui percebendo a armadilha em que caí de forma ingênua, apenas porque confiei numa pessoa inescrupulosa e aproveitadora. Ao ver que estava “preso” naquele sanatório, procurei uma atendente e questionei a minha permanência ali. Fui levado até uma junta médica e inicialmente, nada puderam diagnosticar e me disseram que só poderia ser avaliado novamente após uma série de exames médicos.

De volta à enfermaria, eu me sentia totalmente perturbado e confuso com aquela situação bizarra e, quando pedi que desse um cigarro – eles apreenderam todas as minhas coisas -, eles recusaram dizendo que eu já havia fumado e ali tudo era controlado. Naquele instante eu fiquei contrariado – para não dizer revoltado – com o absurdo que estava acontecendo comigo e reagi de forma inconsequente, “atitude impensada em local errado”, ocasionando a vinda de um enfermeiro para aplicar um “sossega leão” nas minhas veias.

Ele, rindo, me mostrava uma seringa enorme e parecendo um veterinário, perguntava se eu ia tomar aquilo ou não. Claro que eu disse que não! A um sinal dele, apareceram “quatro leões de chácara” – tipos iguais aos seguranças de boates – e me cercaram. Dois deles deram uma rasteira por trás e cai, enquanto os dois da frente agarravam minhas pernas. Arrastaram-me até uma enfermaria e me amarraram numa maca, deixando-me totalmente imobilizado. Aí veio o enfermeiro rindo na minha cara e perguntou-me novamente: - E agora, vai tomar ou não?” – Fechei os olhos e senti logo depois uma agulha espetando o meu braço direito, para logo em seguida perceber que tudo se esvaía como fumaça diante dos meus olhos.

Quando fui levado à Brasília - sob a custódia da minha família -, acabei sendo encaminhado para o Instituto de Saúde Mental do Riacho Fundo, onde o psiquiatra-chefe imediatamente condenou o uso do medicamento a que fui submetido e confiscou o frasco de tarja preta, dizendo que eu deveria ficar em observação por três meses naquela instituição para analisarem o meu quadro psiquiátrico, devido ao relatório que foi encaminhado a eles de São Paulo.

A consciência da minha sanidade psico-emocional era tranquila para mim por causa das minhas reflexões e dos parâmetros que eu tinha sobre mim mesmo, desde que pus os pés aqui no Brasil. Nunca houve um surto psiquiátrico comigo, e no Japão sempre fui uma pessoa tranquila e equilibrada, honesta e trabalhadora, digna e honrada, vindo de uma família de descendência oriental e uma tradição milenar.

Mesmo quando eu cheguei à cidade de Santos – no litoral paulista – e fui “amarrado” num feitiço de magia negra, ainda assim, conseguia ter o senso do discernimento em várias situações em que fui envolvido. As circunstâncias que surgiam eram todas forjadas e difíceis de serem evitadas. É como seguir o fluxo de um rio, onde remar contra a correnteza pode ser cansativo e trágico. Deixei muitas vezes que o próprio rio me levasse até o mar.

Até que as “máscaras” caíssem, eu tinha que prosseguir o meu caminho. Sabia que era uma das maiores provas que teria que vivenciar como um discípulo na sua jornada espiritual. O objetivo de tudo seria testar a capacidade de um peregrino que havia encontrado a sua Luz Interior. A questão principal focava na capacidade de retornar à escuridão e manter acessa a “tocha” durante a caminhada no meio das nuvens da dúvida, conflitos e ilusões a que seria submetida de forma incessante. E se, ainda assim, após cada etapa, conseguisse avançar com a minha consciência mais expandida e lúcida. E, assim foi feito.

Não houve vilões e nem vítimas nesta empreitada, apenas personagens que fizeram a sua parte nesta história incrível e dramática. Nesta prova que durou exato, cinco anos e meio, deixou um rastro marcado por várias experiências em todos os aspectos de natureza humana. Perdas financeiras que fariam qualquer homem perder o rumo na vida; perdas de empregos e negócios – duas empresas e quatro empregos - de formas absurdas; crises pessoais no âmbito existencial; conflitos bizarros com pessoas próximas e com laços afetivos; acidentes inacreditáveis – algumas delas quase fatais – com danos físicos; acusações falsas que quase me levaram à prisão; a polícia toda do DF atrás de mim, por um mal entendido; passei fome e, sem condições sobrevivi através da solidariedade de pessoas caridosas que me davam um prato de comida, dormi nas ruas, mendiguei nas paradas de ônibus em São Paulo e, uma lista infindável de acontecimentos e situações constrangedoras.

Enfim, uma prova completa com várias questões carregadas de “pegas” que reprovaria o aluno incauto e despreparado. No meu caso, fui aprovado e preparado para ingressar na “nova escola”: a da Iniciação.

A vida existencial de um trabalhador da Luz não é um “mar de rosas” e sim, um caminho pedregoso e cheio de espinhos. Ficar sempre atento é uma obrigação, porque o lado escuro jamais vai querer que a Luz alcance seus domínios, onde a ignorância prevalece. Qualquer tentativa de se levar o conhecimento, fará a grande mentira desvanecer e é isso que os nossos irmãos negros não querem e tentam a todo instante, impedir. 

Então, nesta tentativa, fazem de tudo o que for possível para causar danos de forma contundente que impeça a Luz de avançar. Os meus passos foram marcados desde a adolescência pela orientação que o querido Mestre me deixou naquela época:

“O que quer que faças... seja o Amor! Onde quer que estejas... seja o Amor! Aconteça o que acontecer... seja o Amor!”

E, posteriormente no Japão, em um dos encontros com a Mestra Nada, recebi dela uma instrução básica:

“Quando a incompreensão chegares a ti... apenas sorria!”.

Foram estas palavras que mantiveram acesa, a chama sagrada na minha alma peregrina.

Consciente disto, prossegui na minha caminhada e missão de vida. Portais que necessitaram serem ativados, foram efetivados com êxito. Resgates de seres que deviam ser socorridos foram feitos em todos os lugares onde foram necessários e para onde fui levado, mesmo sem ter condições financeiras para tais viagens. Surpresas e alegrias têm marcados estes dois primeiros meses deste ano, apesar dos constantes ataques que recebo quase que diariamente, na minha vida e na minha rotina cotidiana.

Agora, permaneço no meu retiro espiritual em contato com o meu ser Interno, com o qual faço a minha sintonia e as minhas reflexões. Fui orientado sobre os próximos passos que devo dar e avançar na minha jornada terrena. Ao lado de tudo isso, a minha vida material sofreu outro revés e uma nova oportunidade surgiu como por encanto. A cada mudança de foco espiritual, segue uma nova forma de viver a vida material no plano físico. Assim é.

A minha atenção é focada na gratidão que sinto por meus mestres e mentores espirituais, sem perder o meu senso de discernimento que me leva à consciência de que quanto maior o conhecimento e a vivência sobre a Luz, maior é a responsabilidade para sustenta-la e difundi-la, para que sua ancoragem seja um sucesso nos mundos inferiores da Criação Divina.

Paz!
Shima
(06/03/2012)


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