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As pedras do caminho
As pedras do caminho I
As pedras do caminho II
As pedras no caminho IV
A Carta Polémica 2006
O Universo Responde

 A Fraternidade Negra

Por incrível que possa parecer, no mês seguinte – fevereiro -, estourou uma série de eventos desagradáveis e constrangedoras que comprometeram a minha permanência em Brasília. Sem poder contar com ninguém, resolvi ir para a cidade de Alto Paraíso, que ficava ao norte do Estado de Goiás. Queria descansar e me refazer física e espiritualmente. Necessitava de tempo para repensar toda a minha vida.

Durante os dois meses da minha permanência nesta cidade, eu consegui colocar a minha cabeça em ordem, mesmo sofrendo as influências negativas que eram uma constante à minha volta. Estava começando a “juntar as peças de um imenso quebra-cabeça”, mas faltavam tantas peças que senti que precisaria de tempo para encontra-las. Percebi que teria que “mergulhar” mais fundo – na densidade – para poder obter as respostas, porque estava sentindo que a minha vida, corria riscos iminentes.

No meu retorno a Brasília tinha decidido arrumar um emprego e recomeçar tudo novamente. Agora tinha um objetivo em mente que era esclarecer tudo e dar um fim naquelas situações incríveis que vinha vivenciando desde que voltei do Japão. Durante o meu retiro em Alto Paraíso de Goiás, eu tive a visão que me mostrou o “véu ilusório” que tinha sido lançado sobre mim, assim que pisei no Brasil. Ia dar um trabalho danado sair daquele “pântano”. Só teria que saber onde pisar.

Confiante demais – este era um dos efeitos do “deslumbramento” – com a descoberta que havia feito, eu cometi um erro infantil num detalhe muito importante. “Quando se arranca uma erva daninha, ela renasce em outro lugar.” Isto significava que uma vez que havia desvendado um “mistério”, ele se revelaria de uma forma mais sutil no próximo passo. Traduzindo: eu teria novas surpresas!

A minha passagem por Brasília foi dramática. Fiquei apenas um mês na cidade. Nada de realizar plano algum. Sofri tantos “ataques” que acabei por sair “correndo” de lá. Uma lição maravilhosa eu aprendi durante esta fase que se estendeu por quase dez meses. A humildade. Tive a oportunidade de conhecer e viver a “miséria” humana. E acima de tudo, conheci almas de anjos encarnados. Foram os momentos maravilhosos durante o meu aprendizado lá no “fundo do poço”.

Logo no segundo mês do ano de 2008, após passar por tantas experiências “humilhantes” para um ser humano, resolvi que era a hora de acabar com o “jogo”, porque as peças que faltavam, tinham sido encontradas. Mesmo faltando algumas, o quadro estava tão visível que não poderia haver mais erros de interpretação ou mesmo um “julgamento” precipitado do que estava e vinha ocorrendo comigo deste o final de 2005.

Era sobre este “jogo” a visão que tive quanto estava em Alto Paraíso de Goiás. Existiam dois lados jogando num “tabuleiro de xadrez”. E uma das peças, era eu. Para encobrir este “jogo”, foi utilizada a “magia negra” que só podia ter efeito sobre mim, enquanto eu permanecesse ao lado daqueles que tinham sido “contratados” para exercerem os seus papéis e pudessem manter abertas as brechas surgidas durante o período de “fascinação” e do “deslumbramento” que ocorreu na fase seguinte ao meu despertar.

Foi então que toda a compreensão se estabeleceu dentro de mim. A instrução e o alerta que tinha recebido no Japão fazia sentido desde que desvendei este mistério em Goiás. Todos os “movimentos” eram incrivelmente calculados. Cada passo numa direção gerava uma reação contrária e, potencialmente danosa para mim.

Voltei imediatamente para Brasília em busca de um apoio e, infelizmente a minha última passagem naquela cidade tinha deixado marcas profundas e fui aconselhado a me afastar dali. Não tive outra opção senão retornar para São Paulo, onde me tinha refugiado desde o ano anterior. Esta minha atitude mostrou claramente que eu havia descoberto toda a verdade, mas não existia a forma de se provar nada. Então era melhor ficar em silêncio e tentar prosseguir em paz o meu caminho.

Quatro meses depois, começou a acontecer aquilo que eu temia. A minha vida agora corria risco e não tinha como evita-lo. Semanas depois acabei sendo “drogado” e encaminhado para um “manicômio”, onde fui abandonado. Quando recobrei a minha consciência, a minha reação ocasionou uma nova dosagem de “drogas”, e só fui voltar a ter noção do que estava ocorrendo comigo, três dias depois em Brasília – para onde fui levado -, num instituto de saúde mental.

De imediato, foi diagnosticado que tinham injetado uma droga poderosa, de forma injustificada. Recolheram o medicamento e fui colocado em observação. Fiquei três meses em terapia. Durante este tratamento, percebi a gravidade da minha situação e de como seria quase impossível modificar toda aquela realidade, na qual tinha sido induzido a me envolver. Tudo o que fizesse ou dissesse virava contra mim. Estava de fato, caracterizado de forma dolorosa, a intenção e os métodos utilizados contra a minha integridade física, moral e psíquica. O relatório médico em São Paulo foi feito através de mentiras.

Na época deste internamento comecei a refletir bastante sobre aquele alerta e principalmente sobre as instruções que o meu mentor espiritual me tinha passado. Tudo tinha acontecido conforme havia sido dito. A primeira etapa da “enganação” já tinha ocorrido. A segunda, referente ao “descrédito” em que seria colocado, estava em curso. A terceira que era a destruição de todo o meu trabalho, seria o passo seguinte. Então, o “xeque-mate” - a última etapa -, seria por fim na minha integridade física.

A metodologia destes “ataques” estava decifrada, porque foi uma constante na minha vida inteira. Eu, agora só estava tomando consciência delas. Nos casos anteriores, houve sempre a intervenção “lá de cima”, mas a partir do momento da minha consciência estar desperta, estaria por minha conta e risco. Senão, todo o processo não se justificava e não haveria mérito nenhum na conquista que havia alcançado até este ponto. Esta era uma verdade nua e crua.

Após analisar todos estes aspectos passei a contemplar todo o quadro do “quebra cabeças”, penetrando em vidas passadas e identificando caso a caso, as ligações de atuações anteriores com a que estava vivenciando nesta encarnação. Encontrei os pontos “fragilizados” que inevitavelmente abriam as constantes “brechas” para as atuações negativas. Reprogramei pacientemente cada parte dos meus corpos sutis e fortaleci-os, evitando todas as circunstâncias que eram direcionadas para causar mais danos.


Paz

Shima

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